Rápidos no gatilho: Novos trocadores SRAM já estão no Brasil
![]() Luciano Kdra é um dos pilotos que aderiu aos novos trocadores |
Acabam de chegar ao Brasil os novos trocadores de marcha da SRAM, fabricante norte-americano de componentes para bicicetas que está presente no Brasil desde o ano passado. SRAM (pronuncia-se Isrã) é um nome derivado das iniciais dos nomes dos fundadores da empresa: Scott, Ray e Sam.
A SRAM é mais conhecida em nosso mercado com os trocadores de marcha do tipo grip shift, aqueles que trocam as marchas com um movimento rotativo do punho.
Desde o final do mês de setembro, o biker brasileiro pode também contar com os tradicionais trocadores do tipo gatilho (trigger, em inglês), acionados pelos polegares do piloto.
![]() O X-9 tem partes internas em alumínio |
No total são quatro modelos de trocadores do tipo gatilho que a SRAM comercializa no Brasil: O X-9 e o X-7, para bikes que já contam com câmbio SRAM.
Bikers que utilizam os câmbios da Shimano não precisam adquirir um novo câmbio traseiro para experimentar os novos trocadores. A SRAM também fabrica os gatilhos nas versões Rocket (equivalente ao X-9) e Attack (equivalente ao X-7), compatíveis com a puxada do cabo dos componentes japoneses, que é diferente da puxada do SRAM.
DA ÁGUA PARA O VINHO
![]() Diferença: a alavanca maior estica e a menor solta o cabo |
Assim como nos trocadores de marchas que já existem no mercado, os trocadores do tipo gatilho da SRAM têm duas alavancas. Uma serve para subir as marchas e a outra para descê-las. A vantagem desses novos gatilhos da SRAM está no fato do piloto poder utilizar apenas o polegar para ter total domínio sobre as marchas. Os demais dedos ficam livres para segurar o guidão e acionar a alavanca de freio durante a pilotagem.
Além de facilitar a pilotagem, os gatilhos SRAM têm um acionamento mais suave que os concorrentes japoneses. A precisão também é o ponto forte desses trocadores.
![]() O trocador X-7: precisão e ergonomia |
Lá fora vários pilotos de renome já estão usando os novos gatilhos, como Greg Herbold, campeão mundial de downhill. Aqui no Brasil, o produto está sendo testado por Luciano Kdera e Vicente Neto.
"Estou usando um trigger SRAM X-9 em minha ScottUSA YZ-0 já faz um mês e achei fantástico pela seguinte característica: nos rapid-fire comuns (leia-se Shimano) temos que tirar o dedo indicador do freio para podermos trocar de marcha e isso atrapalha a pilotagem. Já com os triggers da SRAM, é muito simples frear e trocar de marcha ao mesmo tempo, já que todo o acionamento — tanto para descer quanto para subir as marchas — é feito pelo polegar. Gosto também da precisão das mudanças de marcha", diz Luciano Kdera, piloto de downhill e free-ride.
![]() Neto: "São muito precisos" |
O paulista Vicente Neto, piloto de Dirt e 4X, concorda com Kdera: "Eu gosto do fato de não precisar mais — quando se está com os dedos nos freios —, retirá-los para a troca de marcha, isto é uma coisa que só agora podemos fazer graças a esses novos triggers da SRAM. Outra coisa que gosto nele é o fato de ser muito preciso, rápido e altamente ergonômico, pois a troca de marcha é somente feita com o dedão".
O grande trunfo dos novos trocadores parece ser mesmo a sua funcionalidade e precisão, tanto que a Caloi já faz testes de homologação — nos padrões da JIS (Japanese Industrial Standards) — com um SRAM X-7 instalado em um modelo Caloi Elite Pro 27V, a mesma bike utilizada por Edivando de Souza Cruz na conquista da medalha de prata de mountain bike, nos Jogos Panamericanos de Santo Domingo.
Segundo Fábio Yoshimoto, coordenador do sistema de qualidade da Caloi, a diferença do funcionamento dos novos gatilhos em relação aos japoneses Shimano Deore é como da água para o vinho. "Realizei alguns testes em campo com os novos trocadores e o que mais me chamou a atenção foi a precisão e a maciez da troca das marchas. É uma troca curta, bem esperta", garante Yoshimoto.
Os novos trocadores foram desenvolvidos para serem acionados com o polegar, porém podem ser acionados com o indicador se o piloto preferir.
GARANTIA HONESTA
A garantia é de um ano ano contra defeitos de fabricação e, segundo Marcos Castro, proprietário da bike shop Elite Bike, de Campinas (SP), o serviço de garantia funciona as mil maravilhas.
"Eu considero a garantia dos produtos SRAM como modelo. Em julho, um dos meus clientes teve um revés com uma corrente e, em decorrência disso, sofreu danos em seu câmbio. Bastou eu telefonar para o serviço de garantia da SRAM que muito rapidamente o problema foi sanado e todas as peças foram substituídas. A seriedade do importador é dez!", afirma Castro.
![]() O câmbio traseiro Sram X-7 |
OUTROS PRODUTOS
Além dos trocadores do tipo gatilho, a SRAM comercializa no Brasil os trocadores do tipo grip shift, câmbios traseiros, V-Brakes, Cabos de câmbio e freio, conduítes de câmbio e freio, sapatas tipo refill para V-Brake, manetes de freio, pastilhas de freio, mangueiras para sistema hidráulico de freio a disco, polias de reposição do câmbio traseiro, graxa específica para lubrificação interna do grip shift, curvas para V-Brake em aço inox, vedações para cabos de câmbio, correntes e cassetes, esses dois últimos itens também para bikes de ciclismo e triathlon.
Os grip shifts têm a vantagem de serem mais leves que os trocadores do tipo gatilho e têm baixíssima manutenção. São quatro os modelos comercializados no Brasil: X.O, 9.0, 7.0, 5.0 e 4.0 Pro. Entre os pilotos renomados que usam o grip shift SRAM estão o paulista Odair Pereira (campeão da Copa Ametur), a mineira Érika Gramiscelli, e as paulistas Gabriela Morelli e Adriana Nascimento, oito vezes campeã brasileira de mountain bike.
![]() O Power Link permite a abertura da corrente sem uso de ferramentas |
Já as correntes SRAM ganharam rapidamente a confiança do mercado nacional por conta de sua boa durabilidade, funcionamento e custo-benefício. Todas possuem o elo de conexão Power Link, que permite ao ciclista retirar a corrente sem o uso de nenhuma ferramenta, facilitando a manutenção e evitando a criação de diversos pontos vulneráveis quando se abre e fecha a corrente em qualquer ponto.
As correntes SRAM são utilizadas há muitas temporadas por Thomas Frischknecht, o primeiro campeão mundial da categoria Maratona e pela equipe dinamarquesa CSC, que venceu a 14ª (Jakob Piil) e a 16ª (Tyler Hamilton) etapas da Volta da França 2003, utilizando correntes PC-89R Hollow Pin (veja quadro abaixo).
As correntes SRAM também são perfeitamente compatíveis com a linha Shimano e Campagnolo de nove velocidades.
São oito os modelos de corrente:
| MODELO |
DESCRIÇÃO |
PREÇO MÉDIO |
PESO |
| PC-99 Hollow Pin | É o top de linha da marca e vem numa elegante embalagem tipo caixa de CD. É toda niquelada e diferente dos outros modelos por ter pinos ocos. Além da redução de peso em cerca de 20g, os pinos são rebitados ao longo de toda sua circunferência, aumentando drasticamente a resistência ao rompimento | R$ 140 | 280g |
| PC-89R Hollow Pin | Indicada para ciclismo, é o top de linha da marca e vem numa elegante embalagem tipo caixa de CD. É toda niquelada e diferente dos outros modelos por ter pinos ocos. Os pinos são rebitados ao longo de toda sua circunferência, aumentando drasticamente a resistência ao rompimento. Os elos externos têm peso aliviado e a corrente pesa 20g a menos. Indicada para ciclismo | R$ 140 | 275g |
| PC-99 | Toda niquelada, com pinos rebitados em cruz para boa resistência ao rompimento. Indicada para a prática do mountain bike e câmbios de nove velocidades | R$ 114 | 300g |
| PC-89R | Toda niquelada, com elos externos aliviados para redução de peso. Indicada para ciclismo | R$ 114 | 295g |
| PC-69 | Toda niquelada, com pinos rebitados | R$ 88 | 300g |
| PC-59 | Elos externos niquelados. O melhor custo benefício da linha | R$ 64 | 300g |
| PC-58 | Para sistemas de oito velocidades | R$ 52 | 315g |
| PC-48 | Para sistemas de oito velocidades | R$ 41 | 315g |
Os produtos SRAM são distribuídos
no Brasil pela Proparts - sram@proparts.esp.br
Telefone: (11) 3040.4830
Fonte: BIKEMAGAZINE